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AGU recorre contra decisão que permitiu que todos os candidatos vissem redações do Enem

 

A AGU (Advocacia-Geral da União) entrou nesta sexta-feira (20) com pedido de suspensão da decisão da Justiça Federal no Ceará que dava acesso aos candidatos de todo o Brasil à redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011. O pedido havia sido feito pelo procurador da República no Estado, Oscar Costa Filho.
 
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, o recurso já está nas mãos do presidente Dr. Paulo Roberto de Oliveira Lima, responsável por avaliar o caso. Não há um prazo limite determinado para a decisão. Porém, em casos como esse, é possível que ela ocorra em até cinco dias, informou a assessoria.
 
O edital do Enem 2011 não prevê a possibilidade de recurso e, tampouco, de vista das provas. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), os textos são corrigidos por dois avaliadores. Quando as notas dadas por eles têm uma diferença de 300 pontos, um terceiro corretor é chamado para reavaliar o teste.
 
Rio de Janeiro
Na quinta-feira (19), a Justiça Federal no Rio de Janeiro negou um novo pedido da Defensoria Pública do Estado com o mesmo objetivo. Apesar disso, o MEC continua obrigado a mostrá-las, já que a decisão do Ceará, do dia 17, liberava a exibição.
 
Também na terça, a Polícia Federal indiciou um professor e um funcionário de um colégio de Fortaleza pelo vazamento de 14 questões de um pré-teste. A Cesgranrio também afastou um de seus representantes no Ceará após a polícia descobrir que a instituição terceirizou a aplicação do pré-teste.
 
Falta tecnologia, diz Haddad
O ministério argumenta que não há preparo tecnológico agora para disponibilizar as redações a todos os candidatos. A ideia é que isso aconteça a partir da próxima edição do Enem em 2012, já que existe um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado com o Ministério Público Federal prevendo a visualização da correção.
 
“Não é só querer. Tem de se preparar tecnologicamente para o pleito e o Inep não se preparou tecnologicamente para dar vista às provas de 4 milhões de pessoas”, afirmou Haddad à Agência Brasil na quinta-feira.
 
 
Foto: Reprodução 

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